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A Pré-venda na loja ficará disponível por apenas 23 DIAS corridos, até o dia 10/11/2026.

A produção das camisetas dura em média até 50 DIAS ÚTEIS após o início da produção.

O envio será feito via Correios e o tempo de envio pode variar de acordo com a localidade escolhida para a entrega das camisas.

A entrega dessa coleção está prevista para FEVEREIRO DE 2027.

Nossa bandeira é vermelha. O verde e o amarelo da bandeira não são uma escolha neutra ou ancestral. Sua origem está ligada à formação do Brasil monárquico e às casas dinásticas europeias. O verde remete à Casa de Bragança, enquanto o amarelo está associado à Casa de Habsburgo-Lorena, da qual fazia parte a imperatriz Leopoldina. Antes de representarem uma suposta “brasilidade”, essas cores estavam inscritas na simbologia de uma ordem política marcada pela monarquia, pela aristocracia e pela herança colonial.

O vermelho permite imaginar outra narrativa.

É a cor do trabalho, da luta e da transformação. É historicamente associada aos movimentos populares e operários, às revoluções e às bandeiras daqueles que reivindicaram o direito de transformar a sociedade. No contexto brasileiro, também pode estabelecer um diálogo simbólico com o pau-brasil, árvore que deu nome ao território e cuja exploração foi uma das primeiras atividades econômicas da colonização portuguesa. O vermelho intenso de sua madeira remete, assim, a uma matéria profundamente brasileira, mas também à violência da exploração colonial que marcou a formação do país.

Nesse sentido, substituir simbolicamente o verde e o amarelo pelo vermelho não significa simplesmente trocar uma paleta de cores por outra. Significa questionar quem tem o direito de definir o que é o Brasil.

O verde e o amarelo podem representar o Brasil oficial, o Brasil da monarquia, dos símbolos institucionais e das elites que construíram sua narrativa nacional. O vermelho pode representar um Brasil visto de baixo, o Brasil dos trabalhadores, dos povos que construíram suas cidades, cultivaram suas terras, ergueram suas fábricas e produziram a riqueza que historicamente foi apropriada por poucos.

É também uma maneira de recuperar a ideia de que a identidade brasileira não precisa ser apresentada como algo acabado e imutável. O Brasil é uma construção histórica e, justamente por isso, pode ser reconstruído.

O vermelho, nesse imaginário, deixa de ser apenas uma cor estrangeira ou exclusivamente partidária. Pode ser entendido como a cor daquilo que está em disputa: a terra, o trabalho, a memória e o próprio significado de ser brasileiro.

Se o verde e o amarelo representam uma identidade nacional herdada, o vermelho pode representar uma identidade nacional em transformação.

 


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